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Oi, gente! E a série

Então, depois de quase uma hora me ouvindo o psicólogo disse:
– Você tem muita expectativa.

– Como?

Fiquei lá calada, pensando e escolhendo as palavras para dizer de maneira educada: Em que ponto não estamos nos entendendo aqui meu senhor? Eu vim aqui terminar uma relação e pagar alguém para mostrar ao meu namorado que eu estive certa esse tempo todo. O senhor nos separa na terapia, aceitei… E agora vem falar coisas sobre mim? Quem não tem expectativa, meu senhor?

Terapia de casal

Juro que eu não quis mais voltar, mas algo me fazia confiar naquele profissional.

Então, investi  para ter o tal fim digno que eu tanto queria para o meu relacionamento, mas com o tempo fui vendo que estávamos, na verdade… Cada dia mais próximos!

Sem a pressão de ter que dar certo, mas, principalmente, sem a pressão de termos que resolver tudo sozinhos.

LABIRINTO 

Estávamos num ponto em que eu tinha a impressão de que quando as brigas começam nós entrávamos em um labirinto. Por mais que a gente tentasse chegar a uma solução parecia que sempre acabávamos nos perdendo no caminho. E a briga só deixava mais mágoa e solução que era bom, nada.

No meu caso e no do Jorge pesava bastante a diferença de idade e algumas diferenças de criação, mas cada casal tem o seu desafio e ter alguém capacitado para ajudar é tão bom!

Algumas pessoas não entram no acordo na criação dos filhos, nos gastos, na família. Por que não poder ter um profissional para ajudar a encontrar o caminho sem abalar o amor?

Mas o maior ganho da terapia e o que eu acho que realmente fez a diferença na nossa relação foi mesmo a questão do individual. Aprendi que quando um casal não se ajusta há falha de ambos os lados. E as minhas maiores falhas eram tão comuns a tantas mulheres:

Expectativa demais – não só na relação, mas percebi que eu era uma pessoa que colocava muita expectativa em tudo e isso me fazia viver frustrada. Uma expectativa além do saudável.

Na nossa relação reproduzimos o que nós somos no nosso dia a dia. Então, eu colocava muita expectativa em cima de algumas atitudes que eu esperava do Jorge. Isso foi tão revelador, tirou um peso da relação. Entendi que o problema não era o Jorge em relação a mim, mas eu em relação ao relacionamento.  Não quer dizer que ele não tenha o que melhorar, mas a relação podia começar a ficar melhor se eu

Esperar o outro adivinhar – muitas vezes eu esperava algo do Jorge e não falava.

No início da relação o outro está muito mais atento ao parceiro e disposto a pescar no ar o que pode ser feito para agradar. Mas, a rotina, o dia a dia, vão nos deixando mais desatento e, por isso, é preciso falar, abertamente o que você quer. É meio decepcionante, mas é a realidade e funciona, muito!   Tem até um texto que falo de uma situação assim no livro “Nossa Vida a dois“.

Assim, com essas e outras constatações, ao invés de separar, nós abrimos os nossos olhos para um novo horizonte. Foram dois anos e terapia. Foi tão perfeito. Claro, o profissional ajudou demais. O Luciano Cunha, nosso terapeuta era excelente. Dava exercícios para refletimos e nos tratou como indivíduos e não como um casal. Indivíduos saudáveis, relação mais feliz.

RESULTADO – A gente se desentendia, mas não brigava porque sabia que teria um local para resolvermos aquela questão, que não ficaria sem solução, Se eu tinha ficado magoada com algo, eu sabia que não precisava dar um jeito de resolver sozinha, porque tinha alguém para fazer isso por nós. Alguém que via tudo sem sentimento, mas com técnica para chegarmos a uma solução boa para ambos e não a um vencedor. Como ele sempre dizia:

“Relacionamento não é jogo de tênis onde busca-se um vencedor. Vida a dois é um jogo de frescobol.”

Não tem vendedor, vocês jogam a bolinha tentando mantê-la no ar, os dois são vencedores. Se ela cai, os dois perdem a diversão.

HOMENS x TERAPIA DE CASAL

Claro que os homens sofrem uma resistência e o Jorge não era diferente. Eu respeitei e a nossa solução foi não contar para ninguém. Era o nosso segredinho de casal e isso nos uniu ainda mais. Era muito legal!

Mas, com o tempo, o Jorge foi gostando da terapia e sentindo que não havia vergonha naquilo. Acho que no fundo ele viu tanto benefício que queria mais era propagar a ideia do que esconder. Tanto que, um belo dia fomos convidados para viramos matéria do canal online do Fantástico para a divulgação do filme “Um divã pra dois”. Já aviso que a terapia do filme é bem diferente da que nós fizemos.  Link no final desse post.

O Jorge aceitou e falou tão lindo diante das câmeras que eu pensei: e não é que ele é mesmo o homem da minha vida? Para quem estava em busca de um fim digno eu encontrei um relacionamento saudável, estável e feliz.

Mas, será que aquela felicidade seria suficiente para casarmos? Ou o casamento já nem fazia mais parte dos meus planos? Continua no próximo episódio.

Os próximos episódios serão:

14. O quarto noivado e… Enfim, o casamento? – Domingo
15. Nosso casamento resistiria a essa notícia? – Terça

Links do que foi citado nesse texto:

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– Entrevista que demos para o fantástico. Clique aqui.

Livro “Nossa vida a dois” que citei sobre falar o que deseja para o ser amado.

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