Episodio 13

Olá! E só temos mais 3 episódios para terminar a série! Mas as nossas histórias do que aprendemos na nossa vida a dois diariamente, continuam nas redes sociais. Ontem mesmo teve uma, se quiser ler é só pegar o link no final desse post.

No episódio anterior você viu que eu estava com 29 anos e entrando na crise dos 30. Para muitas mulheres, chega uma hora em que a gente começa a questionar o que estamos fazendo da vida, o que estamos deixando de fazer.

PROJETO 30 EM 30

Então, em dezembro de 2010 eu embarquei para a Europa para fazer o Projeto 30 em 30. Eu visitaria 5 países sozinha. Mais uma vez, assim como na vez que fui para o Canadá, como contei no episódio 7 “Vou morar no Canadá“, eu esperava que o Jorge chegasse no aeroporto e dissesse para eu não ir.

Porém,  mais uma vez ele me apoiou e eu embarquei, aos prantos. Minha mãe estava no aeroporto se despedindo de mim e perguntava o motivo do choro se eu estava fazendo tudo aquilo porque eu queria. Mas… Muitas vezes a gente segue um caminho que não é bem o que nós gostaríamos, mas é o necessário no momento. E aquele era o passo que me parecia necessário. O meu lado mais cômodo dizia para deixar tudo como estava e seguir daquela maneira. Já estávamos assim há 10 anos.

Sobre o Projeto 30 em 30 e a viagem, será lançado em breve o livro do “Projeto 30 em 30“, por isso, não vou falar sobre ele aqui. Foram 7 países para reencontrar uma pessoa que estava bem pertinho, aqui dentro de mim. Essa foi a imagem de divulgação do projeto. projeto 30 EM 30

Passei por momentos difíceis que me fortaleceram. Essa foi abaixo é a foto do primeiro país que passei: Luxemburgo. Essa foto parece um sorriso, mas é um suspiro de liberdade. Eu estava aberta para o novo. Mesmo estando com tanto medo dele.

Flavia mariano luxemburgo projeto 30 em 30
No meio dessa neve toda, sozinha, eu só pensava no Jorge curtindo a vida adoidado! Como diz uma frase que ouvi uma vez: “Nossa mente é tão criativa que o que ela não vê, inventa.” E eu complemento: e nos atormenta.

Mas a viagem seguiu, e foi ficando cada dia melhor. Tinha momentos de solidão, tristeza e insegurança, mas momentos como a chegada na Suíça no último dia do ano de 2010, completando os 30 países, compensavam.

projeto 30 em 30 suiça flavia mariano


A VOLTA

Mais uma vez eu esperava que a volta fosse ser com o Jorge bem resolvido, mas não foi.

Mas, em compensação, a minha vida como escritora decolou. Lancei o blog: Viagem para Mulheres que só me trouxe alegrias. O objetivo nunca foi falar sobre viagem, dar dicas de cada buraquinho de cada lugar pelo qual eu passava, mas, assim como Liz Gilbert me ajudou com seu relato, eu queria poder fazer o mesmo com outras mulheres.

Então, comecei a me dedicar mais e mais aos livros e aos blogs, eles começaram a acontecer.

Assinei contrato com uma nova editora para o “Minha mãe me ensinou a sonhar” e resolvi entrar na era digital com os meus livros. Foi um sucesso! O “Equilíbrio – a vida não faz acordos” teve mais de 50.000 downloads entre os que são baixados pela Amazon e os que enviei. E tantos comentários! Esse foram alguns dos quase 200 deixados até hoje na Amazon.

Comentarios na amazon com vermelho

 

Empolguei e coloquei meus outros livros para vender na Amazon também. Adorei essa resposta rápida dos leitores de todas as partes do mundo.

livros flavia mariano


E POR QUE ESTOU FALANDO DOS LIVROS?

Para fazer propaganda deles? Não, de jeito nenhum. Tanto é que o livro “Equilíbrio – a vida não faz acordos” vocês podem baixar gratuitamente no link no final desse post.

É para mostrar como a viagem para dentro de mim foi importante. Quando estamos em uma relação, principalmente instável como a minha, você pode acabar se perdendo. E foi o que aconteceu comigo.

Viajar pelos países do “Projeto 30 em 30” foi me dar uma chance de viajar por dentro de mim, encarar meus medos, desafios. Lembrar, mais uma vez, que eu amava o Jorge, mas ele não era o único sonho da minha vida.

Então, qual o outro desafio que eu poderia encarar nesse momento que me faria feliz? A carreira de escritora. Mudei o foco, me fiz mais interessante para mim e para o Jorge.

Mas, com a carreira decolando, o relacionamento foi afundando. Estávamos nos dando bem, mas só era eu falar sobre futuro que a coisa virara guerra. Além disso, tínhamos opiniões diferentes sobre vários temas. Depois dos 30 eu fiquei mais bem resolvida sobre certas coisas que eu queria ou não para a minha vida e, por mais que eu tentasse conversar, sempre acabava em brigas.

Vi que eu até queria o Jorge para a minha vida, mas não queria aquela relação. Falamos em separar várias vezes, mas acabava ainda em mais discussão. Eu nunca me acostumei com brigas de casal, que fossem pequenas discussões. Elas vão deixando marcas, mágoas que, muitas vezes, não são possíveis de apagar.

Então, um dia, em uma das nossas brigas tínhamos uma viagem marcada e eu senti que eu não queria viajar com o Jorge. Foi quando eu percebi que eu não queria mais. Me deu pânico, porque seria uma mudança imensa na minha vida, eu não saberia nem por onde começar a reestruturar tudo, refazer sonhos de vida, de profissão, mas daquele jeito eu não queria mais.

Mas, eu sabia que eu queria ter um fim digno. Na verdade, eu queria que alguém dissesse para ele que eu estava certa o esses anos todos e que ele já deveria ter me assumido. Que eu só queria o nosso bem e  que ele não estava agindo à altura.

TERAPIA DE CASAL

Como fazer isso? Um dia, assistindo a um programa de TV, eu vi a entrevista de um psicólogo falando sobre terapia de casal. Anotei o número, liguei, pedi informações e algumas semanas depois estávamos lá.

O Jorge não queria ir, mas acho que no fundo ele sabia que nós dois precisávamos terminar aquele ciclo de tantos noivados, tantos anos de namoro, tantas idas e vindas.

Então, fomos para a nossa primeira sessão. Foi uma conversa inicial. O psicólogo fazia as perguntas e eu respondia por mim e pelo Jorge. Claro que eu nem notava isso, mas como ele sempre foi mais calado, eu já adiantava tudo. Oh, céus!

– E por que vocês estão aqui? – O psicólogo perguntou.

– Para termos um fim digno – eu respondi de pronto.

Eu estava resolvida a terminar tudo.

A DECEPÇÃO

No fim da sessão o psicólogo falou algo decepcionante.  Disse que no método de trabalho dele as sessões eram feitas individualmente e só quando ele achasse necessário nos colocaria frente a frente. Odiei a ideia! Eu queria o corpo a corpo! E ele validando as boas verdades que eu queria que o Jorge soubesse antes do término.

Mas ele usou o argumento de que se a sessão fosse de nós dois juntos, nada mais seria do que uma briga com um mediador. Era bem isso que eu estava ali!

Contrariada, cedi e marquei a minha primeira sessão. Fui já pronta para ouvir que eu estava certa. Falei, falei, falei e sai da primeira sessão chocada com o que eu ouvi…

CONTINUA! Episódio 13.5 amanhã! Episódio extra!

Os próximos episódios serão:

13.5. Terapia de casal
14. O quarto noivado e… O casamento!
15. Nosso casamento resistiria a essa notícia?

LINKS citados nesse post: 

BAIXAR livro “Equilíbrio: a vida não faz acordos” gratuitamente, clique na capa:

livro equilibrio

Vídeo do lançamento do “Projeto 30 em 30

Dia a dia da nossa vida a dois que citei no início desse post. Só clicar na imagem para ler.

a igreja 3

Nossa vida a dois

1 COMMENT

  1. Cada dia mais me encanto com o seu modo de viver a vida. Apesar dos medos, inseguranças, esse é o caminho pra fazer a vida valer a pena. Estou com 63, neste momento da vida, divorciada, viúva do segundo companheirão que se foi muito cedo, filhos adultos, um casado e outro namorando. E agora…. acho que ainda dá tempo de viver coisas e lugares diferentes. Preciso tomar coragem. 🙂

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here