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Infertilidade e menopausa precoce

Infertilidade e menopausa precoce

Infertilidade e menopausa precoce são dois temas muito difíceis para mim.  Mas, como acabei falando da nossa relação no “Nossa vida a dois” o final, assim como em novelas, deveria terminar com um neném, né? rs Brincadeira.

infertilidade menopausa

Mas é porque desde o ano passado nossa vida mudou completamente, tomou outro rumo, foco, passou a girar em torno desse assunto e sei que muitas pessoas passam por problemas de saúde e não só a menopausa. E, como um milagre aconteceu na minha vida, me sinto na obrigação de falar sobre o assunto, não só para quem passa pelo mesmo que eu, mas também para quem passa por momentos em que parecem que não há saída, há sim!

Sejam problemas de saúde, pessoais ou profissionais tenham sempre muita fé!

Aperta o play e assista ao último vídeo da série “Nossa Vida a Dois” e o primeiro do início da nossa vida atual. Lembre-se de nos acompanhar nas redes sociais! Abaixo do vídeo tem os links.

 

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Nossa vida a dois

Beijos! 

O quarto noivado e… O casamento! – Episódio 14

O quarto noivado e… O casamento! – Episódio 14

Oi, gente!

Chegou a hora do episódio 14, quase no fim da série! No episódio passado vocês leram sobre o que a terapia de casal fez pelo nosso relacionamento. Quem não leu, clique aqui para ler: terapia de casal.  Quem já leu, só começar a ler agora!

EPISÓDIO 14 – Nossa Vida a Dois

O Jorge começou com umas história de me levar a lojas para ver alianças. Eu nem dei bola, porque eu estava bem escalda  com essa história.  Mas a gente ia ao shopping  e ele começava a me arrastar para joalherias.  Ele queria saber mais sobre o meu gosto.

Entrei em algumas, mas o tempo passou, mostrei uma que pela qual fiquei apaixonada e esqueci a história. Até que em dezembro de 2012, era aniversário da minha mãe e levamos ela para jantar com uma amiga que estava visitando a cidade.

Estávamos nós quatro lá jantando e, ao final quase na hora da conta, o Jorge tirou uma caixinha do bolso, virou para o lado e disse:

– Flavia, quer casar comigo?

A amiga da minha arregalou os olhos, ficou toda espantada com a surpresa. Eu fiquei com uma cara normal. Sorri, abri a caixinha e fechei a cara.

– Cadê o resto?

O Jorge começou a rir.

– Jorge isso é o aparador de aliança que eu escolhi para complementar, não é a aliança.

Ele abriu um sorriso maroto e disse:

– É que vem aos poucos…

Minha mãe começou a rir e a amiga me olhou com uma cara de: “essa menina é doida?”  Claro, ela não conhecia toda a nossa história, porque se conhecesse, estaria com a mesma cara tranquila da minha mãe.

– Toma amor, leva seu anel de volta, se for me pedir em casamento é completo.

– Calma, calma! – Minha mãe disse. – Vamos ao menos tirar umas fotos de vocês dois.

Todos rimos, menos a amiga. Tiramos as fotos e Jorge pegou a caixinha de volta.

Era 16 de dezembro de 2012. Achei que no Natal o Jorge me pediria em casamento novamente e nada aconteceu. Então, desencanei.

Eu já tinha uma coleção de alianças e pedidos, não queria mais um sem sentido. Se era para pedir, agora tinha que ser para valer. Eu não estava mais cobrando nada tinha tempo, então, não tinha motivos para ficarmos noivos mais uma vez.

O PEDIDO

Até que o meu aniversário chegou, dia 25 de janeiro. Achei estranho o Jorge nervoso o dia todo. E, do nada minha mãe, minha tia e meus dois primos apareceram na minha casa de mala e cuia para dormir lá… Desconfiei de algo, mas não de tudo.

À noite fomos para o restaurante de uma amiga.  No meio do caminho minha mãe quis voltar para pegar uma máquina de fotos, mas eu não quis. Antes tivesse voltado, porque as fotos ficaram péssimas. Mas eu lá sabia o que ia acontecer?

Então, no meio da noite, depois do parabéns, o Jorge ajoelhou no chão e me pediu em casamento. Foi lindo!!! Com o aparador da aliança E a aliança! Mas, como eu já estava bem resolvida nesse assunto, com  muita terapia de casal, já dei a mão esquerda e ele colocou. Pronto, estávamos casados.

pedido casamento 1


Foi uma noite linda, cheia de amor e alegria. Mas era aquilo e pronto. Estávamos casados. Para mim estava mais do que satisfeito. 
A terapia de casal fez efeito! Zero expectativa, mais realidade, mais aceitação. Já morávamos juntos, para mim era o suficiente. Estávamos vivendo muito bem juntos, o que eu podia querer mais?

Olha aí a aliança já na mão esquerda:

pedido de casamento

Mas, no dia seguinte, minha madrinha começou com a história de que teríamos que fazer uma festa. Elas começaram a colocar fogo na coisa e aceitamos uma reuniãozinha em família. Minha mãe nem ligava muito, porque achava que era só mais um de tantos noivados.

Então, nós trocamos a aliança de mão, ficamos noivos mais uma vez e resolvemos que faríamos uma coisa simples. Mas ali mesmo na sala de casa já começamos a ensaiar uma dança. Eu, Jorge, meus primos, minha mãe e minha tia passamos o domingo em casa rindo, fazendo planos para a suposta festa, para o suposto casamento.

A semana passou, pela primeira vez o Jorge estava muito empolgado com a bagunça toda. Os dias, meses foram passando, a festa crescendo. Não teria igreja, mas quando vi já tinha até igreja marcada. Juro, foi uma correria enorme, eu pensei uma coisa na minha cabeça, mas o tempo voou.

O VESTIDO DE NOIVA

Foi tudo tão corrido e embolado que eu não consegui escolher o vestido. Mandei fazer 2 meses antes. Mas isso é assunto para o próximo episódio. O 14.5 amanhã! Sim! Vai ter episódio extra antes do final na terça-feira!

Os próximos episódios serão:

14.5. O casamento!
15. Nosso casamento resistiria a essa notícia?

Nossa vida a dois

Beijos!

Terapia de casal – Episódios 13,5 – Série Nossa Vida a Dois

Terapia de casal – Episódios 13,5 – Série Nossa Vida a Dois

Oi, gente! E a série

Então, depois de quase uma hora me ouvindo o psicólogo disse:
– Você tem muita expectativa.

– Como?

Fiquei lá calada, pensando e escolhendo as palavras para dizer de maneira educada: Em que ponto não estamos nos entendendo aqui meu senhor? Eu vim aqui terminar uma relação e pagar alguém para mostrar ao meu namorado que eu estive certa esse tempo todo. O senhor nos separa na terapia, aceitei… E agora vem falar coisas sobre mim? Quem não tem expectativa, meu senhor?

Terapia de casal

Juro que eu não quis mais voltar, mas algo me fazia confiar naquele profissional.

Então, investi  para ter o tal fim digno que eu tanto queria para o meu relacionamento, mas com o tempo fui vendo que estávamos, na verdade… Cada dia mais próximos!

Sem a pressão de ter que dar certo, mas, principalmente, sem a pressão de termos que resolver tudo sozinhos.

LABIRINTO 

Estávamos num ponto em que eu tinha a impressão de que quando as brigas começam nós entrávamos em um labirinto. Por mais que a gente tentasse chegar a uma solução parecia que sempre acabávamos nos perdendo no caminho. E a briga só deixava mais mágoa e solução que era bom, nada.

No meu caso e no do Jorge pesava bastante a diferença de idade e algumas diferenças de criação, mas cada casal tem o seu desafio e ter alguém capacitado para ajudar é tão bom!

Algumas pessoas não entram no acordo na criação dos filhos, nos gastos, na família. Por que não poder ter um profissional para ajudar a encontrar o caminho sem abalar o amor?

Mas o maior ganho da terapia e o que eu acho que realmente fez a diferença na nossa relação foi mesmo a questão do individual. Aprendi que quando um casal não se ajusta há falha de ambos os lados. E as minhas maiores falhas eram tão comuns a tantas mulheres:

Expectativa demais – não só na relação, mas percebi que eu era uma pessoa que colocava muita expectativa em tudo e isso me fazia viver frustrada. Uma expectativa além do saudável.

Na nossa relação reproduzimos o que nós somos no nosso dia a dia. Então, eu colocava muita expectativa em cima de algumas atitudes que eu esperava do Jorge. Isso foi tão revelador, tirou um peso da relação. Entendi que o problema não era o Jorge em relação a mim, mas eu em relação ao relacionamento.  Não quer dizer que ele não tenha o que melhorar, mas a relação podia começar a ficar melhor se eu

Esperar o outro adivinhar – muitas vezes eu esperava algo do Jorge e não falava.

No início da relação o outro está muito mais atento ao parceiro e disposto a pescar no ar o que pode ser feito para agradar. Mas, a rotina, o dia a dia, vão nos deixando mais desatento e, por isso, é preciso falar, abertamente o que você quer. É meio decepcionante, mas é a realidade e funciona, muito!   Tem até um texto que falo de uma situação assim no livro “Nossa Vida a dois“.

Assim, com essas e outras constatações, ao invés de separar, nós abrimos os nossos olhos para um novo horizonte. Foram dois anos e terapia. Foi tão perfeito. Claro, o profissional ajudou demais. O Luciano Cunha, nosso terapeuta era excelente. Dava exercícios para refletimos e nos tratou como indivíduos e não como um casal. Indivíduos saudáveis, relação mais feliz.

RESULTADO – A gente se desentendia, mas não brigava porque sabia que teria um local para resolvermos aquela questão, que não ficaria sem solução, Se eu tinha ficado magoada com algo, eu sabia que não precisava dar um jeito de resolver sozinha, porque tinha alguém para fazer isso por nós. Alguém que via tudo sem sentimento, mas com técnica para chegarmos a uma solução boa para ambos e não a um vencedor. Como ele sempre dizia:

“Relacionamento não é jogo de tênis onde busca-se um vencedor. Vida a dois é um jogo de frescobol.”

Não tem vendedor, vocês jogam a bolinha tentando mantê-la no ar, os dois são vencedores. Se ela cai, os dois perdem a diversão.

HOMENS x TERAPIA DE CASAL

Claro que os homens sofrem uma resistência e o Jorge não era diferente. Eu respeitei e a nossa solução foi não contar para ninguém. Era o nosso segredinho de casal e isso nos uniu ainda mais. Era muito legal!

Mas, com o tempo, o Jorge foi gostando da terapia e sentindo que não havia vergonha naquilo. Acho que no fundo ele viu tanto benefício que queria mais era propagar a ideia do que esconder. Tanto que, um belo dia fomos convidados para viramos matéria do canal online do Fantástico para a divulgação do filme “Um divã pra dois”. Já aviso que a terapia do filme é bem diferente da que nós fizemos.  Link no final desse post.

O Jorge aceitou e falou tão lindo diante das câmeras que eu pensei: e não é que ele é mesmo o homem da minha vida? Para quem estava em busca de um fim digno eu encontrei um relacionamento saudável, estável e feliz.

Mas, será que aquela felicidade seria suficiente para casarmos? Ou o casamento já nem fazia mais parte dos meus planos? Continua no próximo episódio.

Os próximos episódios serão:

14. O quarto noivado e… Enfim, o casamento? – Domingo
15. Nosso casamento resistiria a essa notícia? – Terça

Links do que foi citado nesse texto:

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– Entrevista que demos para o fantástico. Clique aqui.

Livro “Nossa vida a dois” que citei sobre falar o que deseja para o ser amado.

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Episodio 13

Episodio 13

Olá! E só temos mais 3 episódios para terminar a série! Mas as nossas histórias do que aprendemos na nossa vida a dois diariamente, continuam nas redes sociais. Ontem mesmo teve uma, se quiser ler é só pegar o link no final desse post.

No episódio anterior você viu que eu estava com 29 anos e entrando na crise dos 30. Para muitas mulheres, chega uma hora em que a gente começa a questionar o que estamos fazendo da vida, o que estamos deixando de fazer.

PROJETO 30 EM 30

Então, em dezembro de 2010 eu embarquei para a Europa para fazer o Projeto 30 em 30. Eu visitaria 5 países sozinha. Mais uma vez, assim como na vez que fui para o Canadá, como contei no episódio 7 “Vou morar no Canadá“, eu esperava que o Jorge chegasse no aeroporto e dissesse para eu não ir.

Porém,  mais uma vez ele me apoiou e eu embarquei, aos prantos. Minha mãe estava no aeroporto se despedindo de mim e perguntava o motivo do choro se eu estava fazendo tudo aquilo porque eu queria. Mas… Muitas vezes a gente segue um caminho que não é bem o que nós gostaríamos, mas é o necessário no momento. E aquele era o passo que me parecia necessário. O meu lado mais cômodo dizia para deixar tudo como estava e seguir daquela maneira. Já estávamos assim há 10 anos.

Sobre o Projeto 30 em 30 e a viagem, será lançado em breve o livro do “Projeto 30 em 30“, por isso, não vou falar sobre ele aqui. Foram 7 países para reencontrar uma pessoa que estava bem pertinho, aqui dentro de mim. Essa foi a imagem de divulgação do projeto. projeto 30 EM 30

Passei por momentos difíceis que me fortaleceram. Essa foi abaixo é a foto do primeiro país que passei: Luxemburgo. Essa foto parece um sorriso, mas é um suspiro de liberdade. Eu estava aberta para o novo. Mesmo estando com tanto medo dele.

Flavia mariano luxemburgo projeto 30 em 30
No meio dessa neve toda, sozinha, eu só pensava no Jorge curtindo a vida adoidado! Como diz uma frase que ouvi uma vez: “Nossa mente é tão criativa que o que ela não vê, inventa.” E eu complemento: e nos atormenta.

Mas a viagem seguiu, e foi ficando cada dia melhor. Tinha momentos de solidão, tristeza e insegurança, mas momentos como a chegada na Suíça no último dia do ano de 2010, completando os 30 países, compensavam.

projeto 30 em 30 suiça flavia mariano


A VOLTA

Mais uma vez eu esperava que a volta fosse ser com o Jorge bem resolvido, mas não foi.

Mas, em compensação, a minha vida como escritora decolou. Lancei o blog: Viagem para Mulheres que só me trouxe alegrias. O objetivo nunca foi falar sobre viagem, dar dicas de cada buraquinho de cada lugar pelo qual eu passava, mas, assim como Liz Gilbert me ajudou com seu relato, eu queria poder fazer o mesmo com outras mulheres.

Então, comecei a me dedicar mais e mais aos livros e aos blogs, eles começaram a acontecer.

Assinei contrato com uma nova editora para o “Minha mãe me ensinou a sonhar” e resolvi entrar na era digital com os meus livros. Foi um sucesso! O “Equilíbrio – a vida não faz acordos” teve mais de 50.000 downloads entre os que são baixados pela Amazon e os que enviei. E tantos comentários! Esse foram alguns dos quase 200 deixados até hoje na Amazon.

Comentarios na amazon com vermelho

 

Empolguei e coloquei meus outros livros para vender na Amazon também. Adorei essa resposta rápida dos leitores de todas as partes do mundo.

livros flavia mariano


E POR QUE ESTOU FALANDO DOS LIVROS?

Para fazer propaganda deles? Não, de jeito nenhum. Tanto é que o livro “Equilíbrio – a vida não faz acordos” vocês podem baixar gratuitamente no link no final desse post.

É para mostrar como a viagem para dentro de mim foi importante. Quando estamos em uma relação, principalmente instável como a minha, você pode acabar se perdendo. E foi o que aconteceu comigo.

Viajar pelos países do “Projeto 30 em 30” foi me dar uma chance de viajar por dentro de mim, encarar meus medos, desafios. Lembrar, mais uma vez, que eu amava o Jorge, mas ele não era o único sonho da minha vida.

Então, qual o outro desafio que eu poderia encarar nesse momento que me faria feliz? A carreira de escritora. Mudei o foco, me fiz mais interessante para mim e para o Jorge.

Mas, com a carreira decolando, o relacionamento foi afundando. Estávamos nos dando bem, mas só era eu falar sobre futuro que a coisa virara guerra. Além disso, tínhamos opiniões diferentes sobre vários temas. Depois dos 30 eu fiquei mais bem resolvida sobre certas coisas que eu queria ou não para a minha vida e, por mais que eu tentasse conversar, sempre acabava em brigas.

Vi que eu até queria o Jorge para a minha vida, mas não queria aquela relação. Falamos em separar várias vezes, mas acabava ainda em mais discussão. Eu nunca me acostumei com brigas de casal, que fossem pequenas discussões. Elas vão deixando marcas, mágoas que, muitas vezes, não são possíveis de apagar.

Então, um dia, em uma das nossas brigas tínhamos uma viagem marcada e eu senti que eu não queria viajar com o Jorge. Foi quando eu percebi que eu não queria mais. Me deu pânico, porque seria uma mudança imensa na minha vida, eu não saberia nem por onde começar a reestruturar tudo, refazer sonhos de vida, de profissão, mas daquele jeito eu não queria mais.

Mas, eu sabia que eu queria ter um fim digno. Na verdade, eu queria que alguém dissesse para ele que eu estava certa o esses anos todos e que ele já deveria ter me assumido. Que eu só queria o nosso bem e  que ele não estava agindo à altura.

TERAPIA DE CASAL

Como fazer isso? Um dia, assistindo a um programa de TV, eu vi a entrevista de um psicólogo falando sobre terapia de casal. Anotei o número, liguei, pedi informações e algumas semanas depois estávamos lá.

O Jorge não queria ir, mas acho que no fundo ele sabia que nós dois precisávamos terminar aquele ciclo de tantos noivados, tantos anos de namoro, tantas idas e vindas.

Então, fomos para a nossa primeira sessão. Foi uma conversa inicial. O psicólogo fazia as perguntas e eu respondia por mim e pelo Jorge. Claro que eu nem notava isso, mas como ele sempre foi mais calado, eu já adiantava tudo. Oh, céus!

– E por que vocês estão aqui? – O psicólogo perguntou.

– Para termos um fim digno – eu respondi de pronto.

Eu estava resolvida a terminar tudo.

A DECEPÇÃO

No fim da sessão o psicólogo falou algo decepcionante.  Disse que no método de trabalho dele as sessões eram feitas individualmente e só quando ele achasse necessário nos colocaria frente a frente. Odiei a ideia! Eu queria o corpo a corpo! E ele validando as boas verdades que eu queria que o Jorge soubesse antes do término.

Mas ele usou o argumento de que se a sessão fosse de nós dois juntos, nada mais seria do que uma briga com um mediador. Era bem isso que eu estava ali!

Contrariada, cedi e marquei a minha primeira sessão. Fui já pronta para ouvir que eu estava certa. Falei, falei, falei e sai da primeira sessão chocada com o que eu ouvi…

CONTINUA! Episódio 13.5 amanhã! Episódio extra!

Os próximos episódios serão:

13.5. Terapia de casal
14. O quarto noivado e… O casamento!
15. Nosso casamento resistiria a essa notícia?

LINKS citados nesse post: 

BAIXAR livro “Equilíbrio: a vida não faz acordos” gratuitamente, clique na capa:

livro equilibrio

Vídeo do lançamento do “Projeto 30 em 30

Dia a dia da nossa vida a dois que citei no início desse post. Só clicar na imagem para ler.

a igreja 3

Nossa vida a dois

Amor, eu vou montar uma igreja!

Amor, eu vou montar uma igreja!

– Jorge, eu tive uma ideia fantástica! – eu me coloquei diante da TV enquanto o Jorge almoçava.

– Teve? – ele respondeu levando o garfo à boca.

Raridade almoçarmos com a TV ligada, mas nesse dia eu já tinha almoçado e o Jorge queria muito acompanhar esse jogo.

 

a igreja 5

– Sim! Quer ouvir?

– Tá, fala aí…

– Vou montar uma igreja!

– Uma igreja…? – ele respondeu incrédulo.

– Sim! Veja como a minha ideia é fantástica. Vai misturar um pouco da católica, do budismo, de todas as religiões. O melhor de todas elas.

E bla, bla, bla… Fui me empolgando! O Jorge parecia estar bem interessado, porque os olhos dele foram ficando fechados, focados, parecendo atento. Até pensei que ele estava era prestando atenção no jogo de tênis atrás de mim, afinal, eu estava bloqueando a vista, mas não, ele estava com foco em mim.

A cada garfada ele franzia mais a testa e parecia mais concentrado.

– Vai ser lindo demais! O culto será nessa ordem: começamos com muita música, animada. Ai, quando os irmãos chegarem, hum… Irmãos não… Quero outro nome para os fiéis…

Olhos ainda mais compenetrados no meu discurso.

– Igreja do Louvor! Isso! Esse vai ser o nome! Vamos aceitar todo mundo. Ah! E não vai ter dízimo.

– Não?

– Não. Vai ser anuidade, tipo Sam’s Club, sabe?

– Sam’s club? – nessa hora seus olhos arregalaram, pareceu assustado, mas eu interpretei como admiração.

– Isso! Assim, todo mundo vai ser tratado igual. O princípio da igualdade da Igreja do Louvor já vai começar aí. E o dinheiro extra vamos arrecadar através de campanhas mensais, mas no geral vai ser igual ao Sam’s Club, mesmo.  Ufa! Acho que está tudo resolvido. Só preciso ver na internet como fundar uma igreja. Mas, então, o que você acha? – abri um sorriso esperando a resposta do fiel número da Igreja do Louvor.

– Eu acho que… Eu acho que você precisa ir lá no quarto pegar a bula desse remédio que você está tomando para eu ler…

– O que? – tomei um banho de água fria. – Por que?

– Sim, preciso ler sobre os efeitos colaterais dele.

– Quer saber!? – eu disse saindo da frente do jogo de tênis que passava na TV e cheguei bem perto do meu EX-fiel número 1 da Igreja do Louvor. – Você não me apoia para cozinhar e agora não me apoia para abrir uma igreja?

– Pois é… Como eu sou ruim, né amor?

Caímos na gargalhada juntos. Mas, na dúvida, fui lá no quarto pegar a bula do remédio para ler.

Não fala nada sobre delírios, isso quer dizer que a minha ideia é lúcida e boa! Ou não, rs. Agora é buscar os fiéis! rs

Paris, Turquia e Grécia – Episodio 11 – Nossa Vida a Dois

Paris, Turquia e Grécia – Episodio 11 – Nossa Vida a Dois

Então, diante do hotel em Paris, no dia do meu aniversário, ele disse:

– Flavinha, feliz aniversário!

– Oi? – respondi.

– Parabéns!

Eu fiquei lá olhando para aquela caixinha, para ele… As coisas não encaixavam. Aquele silêncio…

– Feliz aniversário!

Peguei a caixinha na mão dele, podia ser alguma brincadeira. Sorri, abri. Não tinha brincadeira. Era aquilo mesmo. Nada de noivado, conforme combinado. Era um anel de ouro branco com um diamante. Se estivéssemos nos EUA eu acharia que estávamos ficando noivos, mas… Era o que era e pronto. Nada de anel dourado.

Eu queria dar um ataque, e só eu sei como eu me segurei, ainda mais que estava tomando as injeções da endometriose que estavam bagunçando todos os meus hormônios.

Eu fiquei olhando para ele e pensando no que estava acontecendo naquele momento. Passou um filme na minha cabeça e a sensação que eu tinha era de que eu tinha perdido alguma parte e a trama não fazia mais sentido algum.

Então, em um segundo de lucidez eu pensei que estávamos começando uma viagem e que se a gente brigasse naquele momento não teria muita função. Então, me fiz de sonsa e fingi que não estava esperando por nada. Noivado? Combinamos? Não lembro…

Tiramos várias fotos do lado de fora, várias selfies numa época em que ninguém tirava. Sorri e fui o mais natural possível. E, por fim, essa foto aí voltando para o hotel.

noivado em Paris
E como seguiu a viagem? Bem! Por um lado eu estava muito grata ao Jorge pela atenção e carinho que estava tendo comigo em relação ao tratamento da endometriose. Assim sendo, resolvi que a coisa seria daquela maneira. Eu sentia tantas dores da endometriose que uma dorzinha no coração seria o de menos.

Italia 6

Italia 5

Italia 4

Ao fim da viagem nós voltamos para casa e aí sim eu perguntei sobre o noivado que combinamos. Ele disse que não sabia o que tinha acontecido, que travou. Minha reação?  Fui prática. Eu estava passando por um momento difícil de saúde e não era o primeiro noivado que “viria um dia quem sabe a acontecer” então, segui em frente sem muitos questionamentos.

O PRIMEIRO FRUTO DA MINHA DECISÃO DE IR PARA O CANADÁ

Continuamos morando juntos, eu trabalhava com ele, cuidava da minha saúde e escrevia sem parar.

Até que um dia uma agente literária gostou de um dos meus romances. Era um chamado: Canadian Submarine. Era um romance de umas 300 páginas que escrevi sobre a experiência no Canadá.

Ela ofereceu para uma editora que gostou, mas queria que eu transformasse em um guia. Assim nasceu o “Intercâmbio: aí vou“. Viajei para várias cidades fazendo o lançamento, foi um período ótimo da minha vida.

Olha o lançamento em São Paulo em uma feira de intercâmbio. Nessa foto eu estou 12 kg acima do meu peso, tomando os remédios da endometriose.

Livro intercambio lancamento
Dei entrevistas para vários jornais, sites.

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Hoje o livro é vendido apenas pela Amazon e de tem uma nova capa.

Capa intercambio ai vou eu livro

Mas o que eu sempre quis mesmo é escrever romances sobre e para mulheres. Sobre os dilemas femininos. Temas como amor, ter ou não ter filhos, quando, juntar dinheiro ou viajar o mundo, casar ou morar junto, dividir ou não a conta, como lidar com autoestima baixa, que sempre tive, será que outras mulheres passavam por isso?

Então, comecei a enviar os originais dos meus romances para várias editoras e colocar as crônicas na internet como essas aqui. Elas começaram a fazer sucesso, mas já os livros…

Mandei para editoras e recebi tanto não que fiquei tonta. O sucesso do “Intercâmbio: aí vou eu” não foi o suficiente para fazer com que a minha carreira decolasse.

Fiquei tão para baixo que achei que não escrevia tão bem assim. Comecei a trabalhar mais tempo com o Jorge, mas continuei escrevendo. Passava a madrugada diante do computador. Eu dava o original dos romances que escrevia para amigas lerem e todas adoravam, mas as editoras não…

Então… Fui ficando tão para baixo que achei que esse não seria o meu caminho. O ideal, seria ter filhos com o Jorge e jogar a toalha.

Continuei enviando os originais para as editoras, escrevendo e reescrevendo, até que uma apostou no “Minha mãe me ensinou a sonhar“. O livro só me trouxe alegrias. Que maravilha era receber os emails das pessoas dizendo o quanto o livro deu força para elas continuarem na busca dos sonhos, como ajudou na educação de suas filhas… Dei palestras, foi muito, muito bom. Hoje o livro está publicado por outra editora e também mudou de capa. Olha aí a capa antiga (esquerda) e a capa nova.

Capas

Então, depois desse livro, eu achei que a carreira tinha engrenado. Mas ainda não! Ufa!

NO QUE O CASAL É BOM?

No segundo semestre de 2007, nós fomos para a Turquia e Grécia. Foi quando descobrimos no que éramos bons: em viajar juntos. Nós nos desentendíamos muito no dia a dia, mas percebemos que ter um hobby nos unia. Nos fazia deixar as diferenças de lado e focar em algo para nós dois.

Se as pessoas soubessem a importância de ter uma válvula de espace para a relação… E essa era a nossa. Passámos finais de semana pesquisando hotel, fazendo roteiro, lendo, conversando. Nosso hobby podia ser andar de bicicleta, nadar, cozinhar, mas era planejando uma viagem que pensávamos mais no futuro da relação do que nas picuinhas do momento.

Então, embarcamos para Istambul em setembro de 2007. Em uma época em que as pessoas no Brasil mal sabiam onde ficava a Turquia, nós deixamos o frio na barriga tomar conta de nós e foi perfeito. Claro, tivemos nossos momentos de desentendimento, mas viajando nós éramos sempre mais felizes.

Flavia Mariano Turquia 8

 

Flavia Mariano Turquia

 

Flavia Mariano Turquia 3

 

Flavia Mariano Turquia 1

Então, começamos e não paramos mais. A cada viagem ficávamos mais próximos. Mas dentro de casa continuávamos na mesma…

E terça tem episódio 12! Quase acabando….  Serão 15!

E quem já lei o post sobre a festa surpresa que fiz para o Jorge sexta-feira? Clique aqui!!!

niver 12

Beijos!