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Aprenda com os seus acertos, não só com os seus erros.

Aprenda com os seus acertos, não só com os seus erros.

Quando vejo uma foto como essa eu penso que eu nem acredito que eu estive nesse local. Não importa o local, importa ter chegado, importa ter estado lá, ter acreditado. Importa ter alcançado.

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Bagan Myanmar

Todo mundo tem algo na vida que dá certo, que consegue realizar, e tem aquele lado que não sai do lugar.

Pegue o lado da sua vida que você acredita que dá certo, pegue os sonhos que você consegue realizar e aprenda com ele, o que você faz com ele que não faz com as partes que dão errado?

Aprenda com os seus acertos, não só com os seus erros.

Quem leu o livro “Minha mãe me ensinou a sonhar” sabe muito bem que eu era quase impossível acreditar que eu chegaria aqui.

Boa terça. A foto é em Bagan no Myanmar.

Não reclame da dor da ferida que você mesma abriu

Não reclame da dor da ferida que você mesma abriu

– Não acredito! – eu gritei ao ouvir o HD caindo no chão no domingo passado.

Em 2013 eu estava na minha linda lua de mel no incrível navio Oasis Of the Seas. No roteiro: México, Jamaica, Miami… Fotos? Muitas, diversas, infinitas!

Mas, todas as noites, ao chegarmos no quarto, eu salvava todas as fotos num HD portátil.

Chegando ao Brasil, fui rever os momentos e… Não funcionava. RESUMO para não doer muito: PERDI tudo, foto, por foto, tirando algumas poucas que tirei no Ipad.

HD 5

Rodei o mundo em busca de solução, mas não teve recuperação. E um rapaz disse:

– Faça sempre backup duplo e, se der, faça um deles nesse seu HD antigo e maior, porque o fio da fonte de energia é diferente do fio da entrada USB e isso o torna mais resistente. Mas SEMPRE faça 2 backup. Mesmo se guardar em nuvem.

LIÇÃO APRENDIDA temporariamente…

FIZ isso o ano passado inteiro. A ferida estava aberta, então, eu lembrava da dor da perda diariamente. Fazia o backup no HD pequeno e no final de semana salvava tudo no grande.

Mas… ESSE ANO, correria, sabe como é… Depois eu faço… No fundo, eu bem sabia que eu estava fazendo errado, mas… Só hoje, só agora… Agora não dá…. E o pior aconteceu.

Domingo, eu estava trabalhando. Então, salvei todos os vídeos que colocaria no ar essa semana no HD grande e… Deletei no chip da máquina. Fiz duplo back up antes? Claro que não! Passei 2014 todo fazendo isso e nada aconteceu, não seria agora, né?

Então, fui levantar do sofá e… O HD caiu. De uma altura de 30 cm. Tremi toda, mas tive esperança e conectei novamente. Nada. Desmaiou, quebrou, morreu.

– PODE PARAR! – uma voz gritou dentro de mim quando eu pensei em começar a culpar o mundo o universo, o El Niño, a gravidade da Terra. Se eu estivesse numa estação espacial isso não aconteceria!

Engoli o choro.

– NÃO RECLAME da dor da ferida que você abriu por vontade própria – a voz da razão me deu um soco de consciência.

– Mas e as viagens que estavam ali? E todos os documentos? Todas as lembranças?

– VOCÊ que quis assim, querida. Aproveite a dor da ferida que você mesma buscou.

FAZEMOS ISSO DIARIAMENTE. Vamos vendo a ferida ser aberta, sabemos que o resultado é dor, mas pagamos para ver:

– Entramos em relações ruins, mas vamos em frente, como se não estivéssemos vendo o fracasso logo ali;

– Dizemos sim a um filho para poupar aborrecimento naquele momento, mesmo sabendo que o resultado disso não será nada bom;

A lista é grande e o estrago também. Agora estou em busca de consiga recuperar as informações.

Mas também estou em busca de, novamente, aprender a lição.

NEM SEMPRE APRENDEMOS DE PRIMEIRA, mas a vida é paciente e nos educa na repetição.

Por do sol e os seus objetivos

Por do sol e os seus objetivos

Não tem jeito, esteja você aqui ou na China, em algum momento o pôr do sol vai chegar e, é nesse momento, que nós pensamos: o dia acabou e o que eu fiz dele?

Fiz algo diferente? Conquistei algo? Avancei em algum ponto da minha vida? Cumpri os itens da lista? Não? Por que?

Preguiça, desculpas, pessoas que nos interrompem, redes sociais que tiram o nosso foco.

por do sol em NY

Mas, todas as vezes em que você pensar em fazer a mesma receita esperando que saia um bolo diferente do forno, lembre-se do pôr do sol. Se você quer que ele tragar satisfação, cumpra a lista de tarefas, mude um ingrediente da receita do bolo.

Pode até não dar certo, mas ao menos você está plantando uma chance.

A escolha é sua. Mas, lembre-se, o pôr do sol virá, você fazendo diferente ou não. Você tendo foco ou não. Você agindo ou não.

Boa segunda, boas escolhas e um pôr do sol gratificante para você.

O tormento de não terminar o que começou

A difícil e revigorante arte de TERMINAR.

Nós paramos de fazer algo ou perdemos o gás e logo dizemos que não deu certo.

Desistir, parar, desanimar não significa fechar um ciclo, significa ter um tormento te perseguindo todos os dias e você tendo o trabalho de fingir que não está vendo. Simples assim.

Ontem, eu terminei de tomar banho e fui pegar o hidratante para passar no corpo. Por algum motivo, enxerguei vários potes. Resolvi pegá-los. Todos estavam leves, quase acabando.

Hidratante

Eu tinha duas OPÇÕES: jogar fora ou terminar de passar todos, mas continuar ali, do jeito que estavam, não continuariam.

Resolvi passar todos, de uma única vez. Não sei se foi a melhor decisão, mas foi uma decisão.

O resultado do cheiro misturado de todos não foi dos melhores, deu até vontade de tomar banho novamente, mas o RESULTADO do psicológico foi como o cheiro do melhor perfume francês.

Muitas vezes, paramos um projeto pela metade e dizemos que não deu certo. Perdemos o fôlego e já não nos dedicamos 100% e colocamos a culpa no outro.

Só depois de usar o hidratante até a última gota, todos os dias, com a mesma rotina é que posso dizer se foi bom ou não.

Mas, terminar, dar um fim, não é fácil. Parece que está no nosso DNA. É mais fácil seguir o hábito de parar pelo caminho e arrumar desculpas.

Se não é fácil nem terminar um pote de hidratante, imagine terminar projetos, ciclos.

Mas, assim, como eu fiz com os 3 potes que estavam na minha bancada, chega um momento em que uma decisão precisa ser tomada: dar para alguém, vender, jogar no lixo ou finalizar o que começou.

Assim como você pode se decepcionar com um hidratante que não trouxe todo aquele benefício que você achou que teria para a sua pele, você também pode se decepcionar com uma nova amizade, com um casamento, com um novo emprego, com um projeto no qual apostou todas as suas fichas.

Mas é preciso dar um fim, empenhar tempo e terminar o ciclo ou o pote.

Boa quinta!

P.s.: No meu caso, não terminei os hidratantes, porque eu tenho esse hábito.

Você espera que as coisas saiam diferente, mas está fazendo a mesma receita?

Quando eu fazia terapia de casal, o meu psicólogo me deu um texto para ler que, resumindo, falava sobre uma pessoa que fazia a mesma receita de bolo todos os dias, mas ficava, ansiosa, esperando que saísse do forno diferente.

forno bolo
Há meses, eu venho me esforçando para mudar alguns pontos na minha rotina.

Mas, na quinta-feira eu já perco o fôlego fazendo o mesmo esperando colher algo diferente e desisto.

Aí, passo o final de semana na esperança de que, na segunda-feira, eu vá conseguir encontrar uma maneira de alcançar os resultados esperados na semana seguinte. Uma alternância de esperança, fé e uma dose de estupidez.

Foi indo assim, até que, no sábado passado, enquanto preparava o bacalhau com o meu marido nesse vídeo, a minha imagem refletida na porta do forno me chamou a atenção. Tive quase uma visão.

Olhei para ele e pensei que toda segunda-feira eu estou fazendo a mesma receita e fico lá esperando que o resultado seja diferente. Como eu não estava enxergando isso?

Era sábado, então, prometi que ontem, segunda-feira, faria diferente.

Resultado?

Hoje acordei e fui no piloto automático, fazendo tudo como toda segunda, as mesmas atitudes, os mesmos passos e as mesmas esperanças de que, no final das contas, algo saísse diferente na “fornada do fim do dia”.

Até que, na hora do almoço, vi meu rosto refletido na tela do meu celular… Foi como estar diante do vidro do forno da minha casa novamente, olhando para ele, colocando a mesma receita de bolo lá dentro, mas desejando muito, muito mesmo, cheia de esperança, de que o bolo saísse diferente.

Cada atitude nossa, por menor que seja, é como cada ingrediente da receita do bolo. Todos eles juntos dão o resultado do que tiraremos do forno ao fim do dia.

Percebi que se eu continuasse daquela maneira eu terminaria novamente o dia fazendo bolo de laranja esperando tirar do forno bolo de morango.

Muitas vezes, é preciso mudar apenas um ingrediente. Ir testando pequenas mudanças para que não seja mais preciso ficar gastando esperança com o que já sabemos que sairá exatamente como antes.

Toda segunda e quarta tem Crônica da vida e Dilemas Femininos aqui!

Cuidado com os elogios que pede ao seu marido

veneza flavia mariano

– Jorge, eu estou com a blusa que usei no nosso casamento civil – eu disse diante dele dentro do quarto do hotel Savoia & Yolanda em Veneza.

– É mesmo, amor? Que legal – ele disse voltando para o banheiro.

Uma das coisas que eu aprendi para ter uma vida em dois saudável é não esperar que o outro faça o que está na minha cabeça. Sim, a gente fantasia uma coisa e fica esperando que o outro tenha algum poder para adivinhar e realizar a fantasia romântica que criamos.

Principalmente para quem tem ou quer ter um relacionamento duradouro, quanto mais o tempo passa, menos você deve esperar.

Respirei fundo.

– Jorge – eu disse antes de descermos para tomar café. – Eu trouxe essa blusa para fazermos um dia especial, tá?

– É?

– É!

Silêncio.

– Bom, vou avisar então, hoje você deve me fazer elogios – eu disse vendo que a coisa não ia andar. – É isso o que estou esperando de você, seja criativo.

Descemos para tomar café. Tomamos. Nada. Subimos para escovar os dentes e… Nada.

– Jorge, você precisa me fazer vários elogios.

– Mas eu te elogio o tempo todo!

– Sim, mas eu trouxe essa blusa, criei uma fantasia, uma simbologia, nosso casamento…. E ainda tem minha relação com Veneza, especial para mim.

– Mas eu elogiei! Disse que a blusa está bonita!

– Eu sei, mas precisa de mais… Se vira.

– Tudo bem…

Ele foi para o banheiro escovar os dentes e fechou a porta.

Alguns minutos depois… Ele voltou para o quarto.

– Nossa, Flavinha, muito legal você ter feito isso de trazer a blusa que usou no nosso casamento civil.

Abri um sorriso satisfeito. A avalanche de elogios lindos iam começar.

– Mais, mais! – eu disse brincando.

Ele riu.

– Mas é verdade. E você fica linda de amarelo!

Sorri mais, feliz. Clima de romance no ar. Corações saindo dos meus pensamentos.

Ele chegou perto de mim e me abraçou.

– Você é linda.

Demos um beijinho, agradeci os elogios e nos soltamos para que eu pegasse a minha bolsa para sairmos.

– Flavinha – ele me chamou.

Já abri logo um novo sorriso. Mais elogio. Melhor ainda, assim, sem esperar.

– Você está tão linda, tão linda, que está até combinando com a decoração do quarto.

Oi? Combinando com a decoração do quarto!? Meu sorriso foi fechando.

– Sabe, você parece parte dele – ele continuou sem notar a mudança do meu semblante. – Você está combinando com a parede, com a cama.

– Chega!

Ele tomou um susto.

– Combinando com o quarto? Isso não é elogio! Estamos em Veneza, os quartos são cafonas! Chega, amor, chega. Já deu de elogio por hoje!

Peguei minha bolsa e sai pela porta. Rimos juntos pelos corredores. E deixei para trás os elogios que não gostei. Da próxima vez peço apenas que faça elogios e não que seja criativo.

Mas… Depois, vendo uma foto que tiramos no restaurante… Tudo bem… Até que havia uma certa semelhança…